20 de jun de 2012

Capítulo 2


                                                 



                                                        Demi On


O saguão do hotel cinco estrelas estava vazio de hóspedes quando Demi  abaixou-se para remover a goma de mascar do assoalho de mármore. A recepcionista, que parecia não ter gostado dela, sem motivo concreto, tinha lhe ordenado que pegasse o chiclete que caíra, e Demi  estava totalmente consciente da mulher que havia atravessado o saguão na sua direção alguns minutos antes. Seus sapatos de salto alto batiam no assoalho de mármore e o olhar de desdém por Demi  tinha sido muito evidente enquanto ela alisava a saia de seu traje indubitavelmente caro, e deixava o chiclete cair no chão.

O sol estava brilhando, seus raios batendo nos olhos de Demi  e deixando-a tonta. Ela piscou, levantando a cabeça numa tentativa de evitar a luz, ofuscante demais.

                                                      Autora On


Joseph  não estava de muito bom humor. Havia voado para Londres no início da semana e ido direto para a reunião com o diretor do que deveria ser a melhor agência do país na procura de pessoas. E, então, descobrira que, embora a agência inicialmente tivesse conseguido identificar Demetria Lovato  como a mãe do filho de Nick  , ela havia desaparecido cinco meses atrás, levando o bebê, e eles ainda não haviam conseguido encontrá-la.

Joe passara uma tarde infrutífera com o meio-irmão de Demi , por quem tivera uma rejeição imediata, e, agora, tinha recebido uma mensagem de seu irmão caçula, Zachary , dizendo-lhe que a saúde do pai deles havia sofrido repentina queda.

— Ele está estável agora e de volta ao castelo — Zac informara. — Mas o médico afirma que ele está muito fragilizado.

Ele precisava ir para a Sicília, Joe sabia, tinha um dever para com sua família de estar lá. Mas também tinha o dever para com aquela criança concebida tão violentamente pelo seu meio-irmão e rejeitada por ele como se não passasse de uma peça descartável.

Joe jamais gostara de Nicholas .

                                                            Joe On 


Quando entrou no saguão de seu hotel, seus olhos protegidos da claridade do sol por óculos escuros debruados de ouro da grife Cartier, a primeira coisa que viu foi uma empregada ajoelhada no chão ao lado de um balde com água suja. Ela usava um avental azul, os cabelos estavam presos atrás da cabeça e o rosto, sem maquiagem, mas quando ergueu o rosto, para evitar a luz do sol nos olhos, o coração de Joe girou dentro do peito e começou a disparar.

Era ela! Não havia engano. Afinal de contas, ele tinha acabado de deixar o escritório onde os fotógrafos agrupavam-se em fila à sua frente. Não era possível não reconhecer aqueles olhos de um tom de topazio intenso , nem o rosto, belamente delineado, com seu pequeno nariz reto e a boca suavemente carnuda... Mesmo que, agora, a pele da moça estivesse sem vida e seu rosto mostrasse linhas de exaustão.
A mão que ela estendeu para remover a goma de mascar do piso imaculado estava vermelha e inchada, o pulso parecia delgado e frágil. Mas era ela! Por algum milagre, era ela.


                                                       Demi On

A recepcionista continuava olhando-a furiosamente, fazendo Demi  sentir uma súbita onda de raiva. Ela havia trabalhado além das horas normais, e não receberia pagamento por isso, e retirar o chiclete do piso não era sua responsabilidade. Levantou-se de modo abrupto e, então, ofegou, devido a um esbarrão com alguém. Não apenas alguém, reconheceu, quando mãos másculas a agarraram, deslizando pela pele nua de seus braços. A intenção dele fora desviar-se, ela imaginou, para evitar que Demi  tropeçasse, uma vez que um homem daquele porte dificilmente se importaria com o que acontecesse com alguém como ela.
Ele vestia um terno caro e óculos de sol, e os cabelos eram escuros e a pele bronzeada.

E continuava segurando-a... provavelmente, esperando que ela se desculpasse por ousar respirar o mesmo ar que ele, pensou Demi  amargamente. Então, tentou desvencilhar-se, mas seu braço foi apertado ainda com mais firmeza. Ela o olhou. Um sentimento desconfortável estava tomando conta de seu corpo. Seu pulso começou a acelerar, e a respiração estava tão rápida quanto o ritmo do coração. Demi  sentiu-se tonta, seus pulmões, privados de oxigênio, como se tivesse se esquecido como era respirar, todavia, respirava, embora muito instavelmente.

Um estranho tremor apoderou-se de seu corpo. Queria inclinar-se para ele, queria aqueles braços fortes ao seu redor, de tal forma que fosse pressionada contra a masculinidade do homem. Percebendo que seu corpo tinha esquentado perigosamente, sentiu culpa e vergonha.
                                                           
                                                    Autora On


O mais extraordinário sentimento envolveu Joe  no instante em que a tocou.

Ele não sabia o que era, ou de onde tinha surgido. A única comparação que veio prontamente à sua cabeça era a lembrança de ser jovem e ficar em um dos mais perigosos penhascos da Sicília, no meio de uma violenta tempestade, sentindo o vento atingi-lo, sabendo que poderia abatê-lo e fazer o que quisesse com ele.

Quisera tanto lutar contra o poder dos elementos como render-se a eles.
O que sentira havia sido uma mistura de pavor e prazer, uma consciência de um poder imenso e um desejo de testar-se contra isso. Era uma sensação de estar vivo, de estar à beira de algo perigoso e excitante.
A recepcionista deixara o balcão e estava se aproximando. De algum modo, Demi  conseguiu livrar-se dele e pegar o balde, pretendendo se afastar rapidamente.
Podia ouvir a recepcionista desculpando-se, enquanto ela fugia.
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                                                       Demi On                                    
           
Despedida! Demi  tinha sido despedida porque um hóspede do hotel, que horror!, a tocara. A recepcionista, obviamente, relatara o incidente, e uma queixa havia sido feita à firma que a empregava. O gerente ficara esperando por ela, quando ela voltara com as outras empregadas para a agência, para dar-lhe a notícia. Agora, estava desempregada!

Apesar de ser verão, os brilhantes raios de sol da manhã tinham desaparecido, dando lugar a uma chuva.
Quando saiu para a rua, Demi  vestiu sua capa de chuva, uma capa de muito boa qualidade, sobra de sua vida anterior, uma vida antes da morte de sua mãe e do nascimento do filho.

Tinha 27 anos, lembrou-se.

Velha demais para chorar porque estava sozinha e vulnerável, e desesperadamente preocupada em como iria pagar todas as contas sem seu emprego de faxineira.
As ruas da cidade estavam superlotadas, e ela não queria se atrasar para pegar Dan na creche. Havia uma nota no quadro de avisos da creche procurando assistentes de professores para o ensino fundamental da escola.

Demi  adoraria candidatar-se, mas era muito perigoso. Eles a investigariam e descobririam que os respeitados advogados de Nick  tinham ameaçado processá-la por proclamar que ele a estuprara, dizendo que, na verdade, ela havia consentido em fazer sexo com ele.

Sua reputação seria arruinada. Demi  não podia provar que fora violentada. Seria sua palavra contra a deles, e ela não podia sequer lembrar-se do que acontecera. Sabia, sem sombra de dúvida, que não havia consentido.

Seu meio-irmão tinha ficado furioso ao receber aquela ligação telefônica dos advogados de Jonas . Demi  tremeu, mesmo não estando frio, e estampou um sorriso forçado no rosto quando subiu os poucos degraus de pedra que levavam à porta da creche.
As paredes, pintadas num brilhante amarelo, eram decoradas com ilustrações coloridas das crianças, e a sra. Adams , uma das mais velhas da equipe de funcionárias, cumprimentou-a com caloroso sorriso.

— Há um homem esperando para vê-la. A sra. Gonzalez não queria permitir que ele esperasse, disse-lhe que era contra o regulamento, mas, aparentemente, ele é o tipo de homem que não aceita as regras de ninguém senão as dele — acrescentou ela, conspiratoriamente.

Demi  sentiu um frio percorrer-lhe a espinha.

Liam  os encontrara!

Falando estritamente, a creche não deveria permitir qualquer pessoa não autorizada por um dos pais ter acesso a nenhuma das crianças, mas Demi  sabia o quanto Liam  podia ser persuasivo. Ela sentiu o estômago nauseado. Ele tentaria retomar sua vida novamente. Diria que era para seu bem. Com toda certeza, lembraria a Demi  que os pais haviam deixado o espólio para ele porque confiavam em Liam  para cuidar da irmã... mesmo que sua mãe lhe dissera que a casa seria sua um dia, porque pertencera a seu pai.
Precisava pensar nisso tudo agora, disse a si mesma.
Buscaria toda sua energia e força para sobreviver ao presente: não deveria desperdiçá-las no passado.

— Ele está na sala de espera — informou-lhe a sra. Adams.

Demi  assentiu, mas em vez de ir para a sala de espera foi para o lugar onde outras mães estavam ocupadas aparelhando seus filhos.

Dan Danestava sentado no chão, distraído com alguns brinquedos e, como sempre, ao vê-lo, o coração de Demi  inundou-se de amor. No minuto que ele a avistou, ergueu os braços para ser pego. Somente depois de aninhá-lo nos braços Demi  sentiu-se com coragem para olhar através da parede de vidro da sala de espera adiante.

Havia apenas uma pessoa lá. Estava de pé, de costas para o vidro, e não era Liam . Mas qualquer alívio que pudesse sentir foi obliterado pelo choque do reconhecimento que a dominou, causando-lhe exatamente a mesma sensação de formigamento em todo o seu corpo que a percorrera pela manhã no saguão do hotel, quando ele a segurara.
Uma lembrança muito antiga de si mesma como adolescente lhe veio à cabeça. Podia visualizar-se dando risadinhas com uma colega de escola por causa de um jovem bonito que era ídolo pop, por quem as duas sentiam atração. Sentira-se viva na ocasião... feliz e inquestionavelmente segura em sua nascente sexualidade.

Demi  pressionou Dan mais junto ao corpo no mesmo momento em que o homem do saguão do hotel virou-se.

Ele não estava usando os óculos escuros, e ela podia ver-lhe os olhos.

Sentiu uma falta de ar tão grande que lhe causou dor física. Soube quem ele era imediatamente. Como não poderia tê-lo reconhecido quando os olhos à sua frente eram idênticos aos olhos de seu filho? Que ele e Dan compartilhavam o mesmo sangue não havia dúvida... Todavia, ele não se parecia em nada com o pai de Dan, o homem que a violentara! Nicholas Jonas tinha um rosto carnudo e olhos castanhos frios, muito próximos um do outro. Aquele homem era alto, com ombros largos e o corpo, como ela já sabia, era rígido e musculoso.

Ele estava barbeado, os cabelos escuros bem penteados, enquanto Nicholas deixava a barba sem aparar e os cabelos eram emplastados de gel.

Tudo naquele homem dizia que possuía altos padrões para si mesmo, e ainda mais para os outros. A palavra dele, uma vez dada, seria para sempre.

Tudo em Nick  dizia que ele não era confiável, mas, a despeito das diferenças entre os dois, aquele homem só podia ser parente do homem que a estuprara.

Daniel era a prova disso. Demi  quis virar-se e fugir, o medo apossando-se de seu ser, enquanto sentia suas defesas enfraquecerem. Mas o medo que sentia não era por si mesma, teve tempo de reconhecer. Era um medo diferente, que parecia consumi-la. Instintivamente, sabia que aquele homem não era ameaça para ela.

O interesse dele não era nela. Era no seu filho... em Dan.

Sua boca ficou seca e seu coração batia descompassado, deixando-a sem forças. Não havia como fugir, ela sabia disso. Mesmo assim, tentou atrasar o inevitável, suas mãos tremendo quando afivelou Dan no carrinho de bebê, e, então, relutantemente, empurrou a porta.

Ele a estava esperando no corredor e ajudou-a com o carrinho, a mão forte e bronzeada perto da dela.

                                                        Autora On 


Joe franziu o cenho diante da reação dela. Aquele medo era parte do legado que Nick  lhe deixara? Ele fora atingido por vê-la vulnerável mais cedo, e por seu próprio desejo não natural de tranquilizá-la.

Agora, aquele sentimento tinha voltado.

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E Ai fofas , tudo bem , o que acharam , desculpa pela demora pra postar é que semana de prova é complicado , quase não to entrando no Twitter quanto mais aqui no Blog  (quem tiver twitter me segue lá @LoversJemi)

Vou começar a responder os comentários, e queria que vcs me falassem o que acham que vai acontecer , é já deu pra perceber que o Liam não é muito legal né , pois é ele ainda vai aprontar muito
Próximo Capitulo tem algo mais Jemi , digamos que eles vão se aproximar bastante kkk


RESPOSTA DOS COMENTÁRIOS  


Cris Lovato : É Infelizmente a Demi vai penar um pouco no começo , mais quem sabe um certo Jonas não ajuda ela a superar kkk , Obrigada *-* , espero mesmo que você goste

Lala  : Que bom , Já postei , e bem que senhorita podia pegar o exemplo e postar tbm né kkk

Biaa *-* : Que bom que você gostou , Já postei , eu tbm amei , créditos pra Flavinha que mandou super bem  , Bjinhos

Aloneh Sodré  : Bem vinda o/ , espero que goste do blog e da fic , sou meia doidinha mais com tempo você se acostuma , AMO a sua fic , e se você puder divulga o blog lá , Já postei , Kiss *-*

Susan  : Obrigada : ) Já postei , é esse o objetivo , se com o primeiro você já ficou curiosa imagina com esse  kkk

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Então mesmo esquema 5 coment , para o próximo capitulo ok
Bjinhos
Até mais




6 comentários:

  1. Perfeito, mas a Demi vai sofrer muito ainda estou com peninha dela?

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  2. Essa fic está perfeita!
    O Joe tem que levar a Demi pra viver com ela *--*
    Posta logo!
    Beijos*

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  3. eu postei ja ue....mas proximo só depois do q pedi la..... vc sabe né? hehe.. OMG q capitulo perfeito.. oh MANDA LOGO AQUELE EMAIL PRA MIM PELO AMOR DE DEUS

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  4. *Nova seguidora*
    Amei a historia, essa fic ta simplesmente perfeita !!
    Eu também estou com muita pena da Demi tadinha .
    Espero que o joe ñ a faça sofrer mais !
    Bjos Capitulo perfeito e
    Pooooosta Mais !

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  5. Já mandei um email sobre seu premio. Está tudo certo~]

    Um Beijo :*
    Mirela Camberttini

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  6. Ooi *-*
    POOOOSTA LOOOOGO'
    Desculpa por não estar comentando :s Estou muuito oculpada com as provas da escola :s
    Poderia divulgar meu blog?
    pleaseforgivemejemi.blogspot.com
    Beezos.

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