27 de jun de 2012

Capítulo 4







                                                                  Demi On 

Desconfiança? Não. Afinal de contas, conhecia tudo que deveria saber sobre Demi. Mas curiosidade? Talvez, sim.

— Breve — respondeu ele. — Quanto antes, melhor. Meu pai não está bem. De fato, está muito frágil, e deseja ver o filho de Nicholas .

— Há coisas que eu preciso fazer — começou Demi.

— Tais como?

— Preciso notificar a creche de Dan e o proprietário do apartamento que alugo. E tenho de checar se Dan precisa de algumas injeções especiais para viajar para a Sicília.

— Ele não precisa. E quanto à creche e seu apartamento, pode deixar por minha conta. Você e o bebê precisam, na verdade, de roupas adequadas para um clima quente. E temporada de verão na Sicília agora.
Roupas novas? Como ela teria condições de comprar? Humildemente, como se adivinhasse seus pensamentos, Joe acrescentou, polidamente:

— Naturalmente, cobrirei os custos de tudo que for necessário.

— Não vou deixar você comprar roupas para nós.

— Não? Então terei de telefonar para uma das minhas cunhadas e pedir-lhe que providencie um guarda-roupa adequado para ambos. As duas são inglesas, e eu espero que você descubra muitas coisas em comum com elas. Meu irmão caçula, Zachary , e sua esposa já têm um filho adotivo... um menino da mesma idade de Dan.

Os irmãos dele tinham esposas inglesas? Ela teria outra companhia feminina? Um pouco da ansiedade de Demi se desfez, mas voltou quando imaginou como as esposas dos irmãos dele reagiriam à sua presença.

— Você todos moram juntos? — perguntou, relutante. Demi tinha uma leve idéia de uma vida familiar italiana... mas não de uma família siciliana aristocrática.

— Sim e não. Zac tem sua própria casa na ilha, enquanto Kevin  e eu temos nossos próprios apartamentos dentro do castelo Jonas , onde meu pai também vive. Você terá uma suíte pronta para ocupar quando chegar.

— Minha e de Dan? — indagou Demi.

— Claro. O lugar dele é com você. Já lhe disse isso. — Joe olhou seu relógio de pulso: — Nos encontraremos amanhã a fim de fazer as compras necessárias. Poderei apanhá-los no seu apartamento, e então, com alguma sorte, estaremos prontos para partir para Sicília à noite. Pedirei a Kevin  para providenciar um jato particular para nós. Quanto a toda a papelada referente à sua vida aqui, como falei, poderá deixar tudo por minha conta.

— E você não dirá a Liam que me encontrou?

Ela não pretendia perguntar e certamente não pretendia parecer tão patética em sua necessidade de afirmação, mas era tarde demais querer justificar o que não deveria ter falado. Joe a estava estudando, como se procurasse em seu rosto a confirmação de alguma coisa? Do quê? De seu medo de Liam?

— Não, não direi nada a ele — confirmou Joe. Ela estava com medo do meio-irmão. Ele já imaginara isso, mas a reação de Demi agora confirmava sua suspeita. Mas por quê?

— Se ele me encontrar, tentará persuadir-me a colocar Daniel para adoção.

— Não contarei nada. Fique tranqüila.

Já estava amanhecendo quando Demi acordou de repente de um sono maldormido, seu coração batendo descompassado e seus sentidos em alerta. Do lado de fora, na rua londrina, pôde ouvir uma motocicleta, trazendo alívio para seus nervos tensos.

Ela olhou para o berço onde Daniel dormia e rezou para que tivesse feito a coisa certa em concordar com a ida deles para a Sicília... que não tivesse trocado uma forma de prisão por outra. Contanto que Daniel estivesse seguro, era tudo que importava.

Nada mais. Nada.
         
Fiel à sua palavra, Joseph Jonas  chegara ao apartamento bem cedo pela manhã, para pegar Demi e Dan, num carro alugado. Ele os levou para Harvey Nichols, onde tinham gastado mais de uma hora e mais dinheiro do que Demi gostaria com roupas para Dan, e uma grande quantidade de itens para bebês para sua nova vida na Sicília.

Agora, examinando as diversas peças de vestuário, Demi sentia-se desconfortável. Tinha gostado tanto de escolher tudo para seu filho!

— Perdoe-me — desculpou-se para Joe —, escolhi coisas demais e é tudo tão caro! Talvez devêssemos repensar?

— Sei exatamente o que é e o que não é caro... e não temos tempo para arrependimentos. Você ainda precisa comprar seu próprio guarda-roupa... embora eu imagine que prefira fazer isso sem minha presença.
Ele puxou o punho do paletó... o que era um hábito, notara Demi. Num terno diferente naquela manhã, divinamente bronzeado, numa aparência muito casual, fazia com que todas as cabeças das bonitas vendedoras se virassem para olhá-lo.

— Agendei uma vendedora pessoal para você, portanto, vou deixá-la com ela e voltarei dentro de uma hora.                                                  

Demi assentiu, gostando da idéia. Ficaria mais à vontade para escolher roupas sem Joe observando-a.

Quando garotinha, costumava adorar roupas bonitas e ir às compras com a mãe, somente elas duas, mas tudo aquilo havia mudado depois que a mãe se casara novamente. Liam reclamara que ela não estava dando à nova família uma chance de funcionar quando Demi dissera à mãe que não gostava de fazer compras com seu padrasto e com Liam a tiracolo.

Liam sempre tivera o talento de saber quando ela reclamava dele para a mãe... e a capacidade de fazê-la arrepender-se disso.

A vendedora pessoal foi uma revelação para alguém que não podia sequer lembrar-se da última vez que comprara roupas para si mesma.

Para seu alívio, Dan, que ficara excitado entre todos os brinquedos no departamento infantil, tinha dormido no carrinho.

A vendedora era aproximadamente da mesma idade de Demi, embora estivesse usando roupas muito mais sofisticadas e ousadas.

— Eu tirarei suas medidas, primeiramente — anunciou, após apresentar-se como Miley.

— Sempre fui tamanho 42 — disse Demi.


— Designers diferentes têm idéias diferentes do que é um tamanho específico, razão pela qual prefiro tomar medidas — informou-lhe Miley com um sorriso. — E quanto a você ser tamanho 42, aposto que está mais perto do 38, ou 40, no máximo. O corpo da maioria das mulheres muda de peso e de forma após um parto. Você tem algum designer ou estilo específico em mente?

— Não. Isto é, vamos morar na Sicília, então quero roupas adequadas para clima quente... mas nada muito caro, por favor. Prefiro coisas simples.

— Roupa para dia e para a noite? Você terá entretenimentos? Que espécie de vida social...

— Oh, não... nada disso — interrompeu Demi rapidamente. — Passarei todo o meu tempo com meu filho. Somente coisas simples e casuais. — Era difícil parecer tão firme, enquanto Miley  lhe tirava as medidas com fita métrica.

— Exatamente como pensei — declarou a outra mulher, alegremente, quando acabou de medir. — Você é tamanho 38. Agora, se gosta, sirva-se de uma xícara de café. — Ela fez um gesto em direção à máquina de café sobre a mesa. — Depois, tire a roupa e ponha um roupão. Irei buscar algumas roupas. Não vou demorar.

Miley  voltou logo em seguida, acompanhada de duas outras jovens e uma grande quantidade de roupas.

Duas horas depois, Demi sentia-se como uma criança irritada, humilhantemente perto das lágrimas.

Estava de volta em sua saia de brim abaixo dos joelhos, sob a qual sua meia-calça barata brilhava nas luzes do ambiente.

A saia era usada com uma blusa de algodão de mangas curtas que havia comprado nos últimos estágios da gravidez, que cobria desde o pescoço até os quadris. Sentia-se quente e desconfortável, e ansiava por fugir da loja e da evidente irritação de Miley , que já tinha perdido a paciência.

— Mil perdões — desculpou-se Demi pela centésima vez —, mas não posso usar nenhuma dessas roupas.
Sua atenção deslocara-se de Miley , porque Joe acabara de entrar na loja.

— Tudo pronto? — perguntou ele. Demi precisava dizer algo.

— Bem, não realmente... — começou ela, fazendo Joe cerrar o cenho.

— Por que não? — ele perguntou.

— Parece que tudo é muito ousado — respondeu Miley por Demi, querendo disfarçar sua irritação.
Demi não podia culpá-la. As roupas que Miley lhe mostrara eram bonitas... roupas de verão, com minúsculas tiras e saias diáfanas, bermudas tipo Capri bem cortadas, blusas de alças, vestidos com decote em "V" sem mangas... roupas apropriadas para um local quente. Roupas que chamariam a atenção dos olhos masculinos. Uma coleção enorme de maios e biquínis, saídas de banho, sandálias com e sem salto, roupas de algodão tão finas que eram transparentes... tudo que qualquer mulher pudesse precisar para uma longa permanência num clima quente. Mas Demi havia rejeitado absolutamente tudo.

                 
                                                          Joe On 


— Ousadas demais? — Joe estudou a pilha de roupa para a qual a vendedora estava agora gesticulando com a mão. Ele era italiano e arquiteto, por treino e desejo. Boas linhas eram importantes e não podia ver nada nas roupas que estavam expostas que merecessem a descrição de "ousadas demais".
Voltou o olhar para Demi, examinou-lhe a aparência na blusa ultra larga e na saia de brim e arqueou a sobrancelha, ao perceber que ela estava usando uma grosseira meia-calça.

— A temperatura pode subir acima de 40 graus na Sicília no verão. Você precisará de trajes leves e soltos. Será impossível continuar usando essa espécie de roupa que usa agora. — Ele voltou-se para a vendedora e disse-lhe com firmeza: — Levaremos tudo.

                                                             Demi On 

Tudo? Tudo aquilo? Ele só poderia estar brincando. Mas não estava.

Era assim que as coisas seriam de agora em diante?

Joe iria sempre lhe dizer o que ela podia e não podia fazer? Automaticamente, Demi empertigou-se, determinada a não permitir que aquilo acontecesse.

— Temos de nos mexer. Meu irmão arranjou um jato de sua frota para nos levar para a Sicília dentro de quatro horas, portanto, sugiro que voltemos agora para seu apartamento. Falei com o senhor, a propósito, e cancelei seu contrato.

— Cancelou-o? Mas e se eu mudar de idéia e quiser trazer Dan de volta?

— De volta para o quê? Seu meio-irmão ligou para meu escritório esta manhã e deixou uma mensagem, perguntando se eu tinha conseguido localizá-la.

Joe falara aquilo deliberadamente, para que ela desistisse de vez em pensar em voltar? Estaria querendo manipulá-la? Demi teria cometido um grande erro?

Como seu humor agora contrastava com a gratidão que sentira por ele na noite anterior. Por que era tão boba? Sua mãe, freqüentemente, dizia que Demi julgava mal o caráter das pessoas. Dissera aquilo quando

Demi havia se encantado por um rapaz da universidade que a convidara para sair, e também sobre Selena , uma colega que sua mãe alegava ser má influência para ela.

E, obviamente, Demi julgara mal a extensão da malícia de Nicholas , e sofrerá as conseqüências.

Já havia cometido erros demais, e não iria deixar que Joseph Jonas  a levasse a cometer mais um.

Levantou o queixo e desafiou-o:

— O que você dirá a ele?

— Nada. Ele é seu meio-irmão, portanto cabe a você decidir se quer ou não que ele saiba.

A resposta irritou-a e a fez sentir-se tola.

— Eu a deixarei no seu apartamento, de modo que possa fazer as malas com tudo que quiser. Não se incomode em levar qualquer coisa referente ao bebê. Telefonei para Zac e pedi que a esposa dele providenciasse o necessário. Você precisará de seu passaporte, é claro. Não espero que tenha um para Oliver, portanto consegui, na Embaixada britânica, que obtivessem um com urgência. Uma fotografia será necessária, então teremos de tirá-la agora, antes que eu a deixe no apartamento.


Joe tinha pensado em tudo, admitiu Demi, exausta, mais tarde, quando a limusine parou na pista, apenas a alguns metros do reluzente jato que os aguardava.

A última vez que Demi voara havia sido quando fora para Cannes com Kate e Tom, como pesquisadora, para Tom, Ele tinha comparecido a uma mostra de um filme baseado em um de seus livros e usado a viagem como fonte de informações para seu novo livro. Essa era a razão pela qual ela estivera em Nikki Beach... porque Tom sentira que ela poderia obter uma nova visão da cena a partir da perspectiva feminina.

Demi havia tentado protestar que não era aquele tipo de pesquisadora e que preferia trabalhar entre os livros da Biblioteca Britânica, mas Tom se recusara a ouvi-la.

Tom ficara arrasado com o que tinha acontecido a ela, culpando-se, até que Demi lhe implorara para não fazer aquilo.

Tanto ele como Kate sentiam que era melhor que Demi não tivesse recordações do ocorrido depois de ingerir a bebida com droga, até que recuperara a consciência e Kate a encontrara, mas Liam não compartilhava a mesma opinião. Pressionara-a diversas vezes, insistindo que ela precisava lembrar-se de alguma coisa.

Ele nunca conhecera ninguém cujos olhos fossem tão extraordinariamente expressivos, Joe reconheceu.

Podia ver claramente a dor e o medo escurecendo-os e imaginou quem e o que haviam provocado aquilo.

— Deixe-me levar Daniel por você — ele ofereceu, estendendo a mão para o bebê agora acordado quando o chofer abriu a porta do carro.

Imediatamente Demi recuou, segurando o bebê fortemente.

— Posso me arranjar, obrigada.

Ela protegia muito o filho, admitiu Joe, e disse-lhe secamente:

— Sou tio dele.

— E eu sou a mãe — retrucou Demi, na defensiva.

— Você verá que nas famílias italianas é esperado que os bebês sejam passados de mão em mão entre os parentes, de modo que todos na família possam compartilhar a alegria de tê-los — ele informou a Demi.

Tolamente, aquelas palavras levaram lágrimas aos olhos de Demi. Não havia nada mais que quisesse para

Dan do que uma família grande e amorosa, que o recebesse em seus corações, que o aceitasse e amasse. E que fizessem o mesmo com ela?

O motorista ajudou-a a descer do carro e um comissário de bordo uniformizado veio do avião para cumprimentá-los, seguido pelo piloto. Nenhum dos dois parecia curioso sobre ela. Muito bem treinados, concluiu Demi. Eram, provavelmente, usados nas viagens privadas de Joe Jonas  acompanhado por uma mulher. Mas não uma mulher como ela, claro. As mulheres de Joe deviam ser elegantes e seguras de si.

Usariam roupas de alta moda, que exibissem a sensualidade de seus corpos. Definitivamente, não vestidas como Demi, nem segurando o filho de seu desditoso falecido meio-irmão.

Por que estava se comparando a elas? O tipo de mulher que Joe namorava e Demetria Lovato  eram mundos distintos. De repente, sem saber por quê, ela sentiu uma intensa tristeza, por tudo que tinha perdido, tudo que lhe fora negado. Haveria uma mulher na vida dele? Uma mulher especial? Uma mulher que Joe planejava que fosse a mãe de seus filhos? A tristeza se intensificou.

Qual era o problema com ela? Possuía tudo que queria. Era para o bem de Dan, não para si própria, que vivia. Porque ele jamais saberia o que era ser filho de duas pessoas que o haviam criado fora do amor. Demi sabia o que era crescer sem um pai e detestava pensar que Dan sofreria aquela mesma perda.

— Deixe-me pegá-lo agora. — Joe estendeu a mão para Daniel, pegando-o antes que ela o impedisse, e não lhe deixando outra opção senão permitir que o comissário de bordo a guiasse para os degraus do avião.

Demi tentou não ficar impressionada, mas não era fácil. Nunca imaginara que o interior de um avião pudesse ser daquele jeito... mobiliado, mais como uma sala de estar do que como os interiores de avião que lhe eram familiares.

Joe a seguira para dentro do avião e estava apontando o berço que fora preparado para Daniel.

O bebê estava inteiramente acordado agora, olhando em volta com expressão encantada.

Ele era o bebê mais lindo do mundo, pensou Demi numa onda de amor. Ela o vestira com uma de suas novas roupas, e ele parecia saber que estava adorável. Demi, por outro lado, vestia sua blusa feia e sua saia de brim... embora tivesse colocado sua capa de chuva, também, mesmo que o entardecer estivesse calmo e seco.

Oh, sim, sua nova família amaria Daniel, ela concluiu, depois que o comissário de bordo mostrou-lhe como apertar o cinto de seu assento e o avião começou a decolar.

Eles o amariam, mas como se sentiriam em relação a ela? O quanto sabiam sobre ela?


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Oi Lindas , tudo bem ??
Então olha que legal , vocês comentaram o numero que eu pedi então tem capítulo hoje
Eu ia postar ontem , mais meu not ta ficando maluco , peguei a zica da Lais  , então to postando pelo pc do meu irmão
Hoje eu tenho uma festinha pra ir as 19:00 , já deixei o capitulo pronto se vocês comentarem posto hoje de novo
Ah outra coisa , eu vou ter que diminuir o tamanho dos capítulos, por que se não essa fic vai acabar muito rápido levando em consideração que eu quero fazer a maratona então vou ter que diminuir um pouco o ritmo das coisas ok ?


5 comentários para o próximo capitulo


RESPOSTA DOS COMENTÁRIOS


Sammy' : Primeira \o/ kkk , serio obrigado , vocês não sabem como os comentarias de vocês são um isentivo maravilhoso , valeu , de nada , e imagina , Amo seu blog e quero que a Demi e o Joe juntos de novo : )

Flavinha do Blog  : Obrigado , A Mini - Fic ainda vai demorar um pouco pretendo postar lá pro meio da fic , agora a maratona , bom digamos que vai ser quando as coisas esquentarem mais um pouco kkk

Lala  : Sem problemas La , Te entendo , Tia chata modo #On kkkk

Mariana Miranda  : Postado : D

iza : Postado , Obrigada mesmo *-* , Infelizmente vocês vão ter que esperar um pouco , Thanks

Juh Lovato : Obrigado = D , postado , Claro que sim

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Divulgação : A Garota Americana



26 de jun de 2012

Capítulo 3


                                               

                                                                Joe On

Joe não estava acostumado a sentimentos fortes por ninguém além dos membros imediatos de sua família. Nunca negara para si mesmo seu amor e senso de proteção pelos dois irmãos mais jovens, nem sua crença que, sendo o mais velho, na falta do amor do pai e da presença da mãe em suas vidas, era sua responsabilidade protegê-los e criá-los, mas nunca antes sentira aquela necessidade intensa de proteger emocionalmente qualquer outra pessoa.

Era por causa da criança, claro. Não poderia haver outro motivo para sua reação ilógica.

Tinham sido necessárias diversas horas de ligações telefônicas para detectá-la através da agência que a empregara... graças àquela recepcionista desprezível, que o impediu de segui-la no hotel.

Naquela manhã, Joe havia sentido pena de Demi . Agora estava motivado pelo seu dever ao nome de sua família a consertar a violência que Nicholas  cometera. E, é claro, assegurar que o filho de Nicholas  crescesse sabendo de sua herança Jonas . Levara tempo demais e muito dinheiro para rastreá-lo, mas agora que o localizara não havia dúvida que a criança era um Jonas . Ele soubera no minuto que o vira na creche. A herança do menino estava estampada em suas feições, e Joe vira pela expressão da mãe que ela sabia disso também.

Eles estavam do lado de fora agora, sem ninguém para ouvi-los.

                                                               Demi On 


— Quem é você? — perguntou Demi . — E o que quer?

— Sou Joseph Jonas , o mais velho dos meio-irmãos de Nicholas , do primeiro casamento de nosso pai.

Liam havia mencionado a família de Nicholas  para ela... ou melhor, tentado. Mas Demi  se recusara a ouvir. Nicholas  tinha, afinal de contas, se negado a reconhecer o próprio filho.

— Você é irmão de Nicholas ?

No tom de incredulidade dela, Joe detectou alguma coisa que parecia revolta.

Quase não podia culpá-la por isso. De fato, compartilhava sua revolta.

— Não — corrigiu ele inflexível. — Somos apenas meio-irmãos.

Como ela entendia aquela necessidade de diferenciar-se do suposto parente! Mas era ridículo permitir-se imaginar que tinha algo em comum com aquele homem que pudesse compartilhar a antipatia e a culpa que tanto fizera parte de seu sofrimento.

Mesmo agora, ainda podia ouvir sua mãe quase suplicando:

— Mas, querida, Liam está tentando ser seu amigo. Por que você não pode ser mais agradável?

Ela tentara arduamente explicar seus sentimentos à mãe, mas como se pode explicar algo que nem você mesma entende?

No final, aquilo levantou uma barreira entre eles... de um lado ficava Liam, o bom enteado, e do outro, ela, a filha má.

                                                              Joe On 

Onde ela tinha ido?, Joe imaginou, observando as sombras de dor que lhe escureciam os olhos. Para algum lugar no passado, reconheceu.

Todavia, ele estava ali para o presente e o futuro.

Ela devia ressentir-se de Nick, mas seu amor pelo filho era óbvio. Segundo seus informantes, Demi  era uma mãe exemplar, devota e amorosa, excetuando o fato que, por alguma razão, havia recusado a oferta do meio-irmão de um lar sob seu próprio teto. Liam Hemsworth não fora capaz de fornecer-lhe uma explicação lógica para aquela recusa, embora tivesse sugerido que existia alguma espécie de disputa entre os dois, a despeito de todas as suas tentativas de reparar o estrago.

— Ela sempre foi inclinada a ser muito emotiva e reagir de forma exagerada — Liam dissera a Joe. — Tudo que eu quis foi ajudá-la.

— Não houve amor entre nós três e Nick. — A voz de Joe, seu inglês perfeito e sem sotaque, trouxe Demi  de volta do passado. — Não vou esconder este fato de você... nem o fato que Nicholas era o filho favorito de nosso pai. Posso também assegurá-la que a escolha de estilo de vida de Nicholas  não era a nossa. Isso nunca foi perdoado por nós.

                                                          Demi On 

Demi  o olhou e depois desviou o olhar, seu coração batendo forte, como sempre acontecia toda vez que pensava na concepção de Daniel . Joseph Jonas estava, obviamente, tentando dizer-lhe que ele e seus irmãos não eram da mesma espécie do meio-irmão caçula, e que o conceito de moral deles era muito diferente do de Nicholas . Mas por quê?

                                                        Joe On 


Ele olhou para Dan por um longo momento, então continuou:

— Antes de morrer, Nicholas  disse ao nosso pai que havia um filho. Mas morreu antes que pudesse revelar mais detalhes. Era tão grande o amor que nosso pai sentia por Nick que ele exigiu que a criança fosse encontrada. Quando não se conseguiu localizar a criança, assumimos que a existência dela era outro exemplo do divertimento enganoso de Nick, que gostava de enganar a todos. — Joe fez uma pausa e pôde notar, pelo modo como ela apertava a alça do carrinho, o quanto estava tensa.

A crueldade do que Demi  sofrerá deixaria qualquer pessoa decente revoltada. O único aspecto que aliviava a situação era que ela, aparentemente, não recordava o ocorrido.
Não havia dúvida na mente de Joe que o estupro fora um ato deliberado de punição, com pretensão de humilhá-la... porque Nick não fora bem-sucedido ao tentar seduzi-la.

— Naturalmente, quando chegou ao meu conhecimento que poderia haver uma criança, eu precisava descobrir a verdade.

Ele havia parado de andar agora, forçando Demi  a fazer o mesmo.

— Como isso chegou ao seu conhecimento?

— Um amigo de Nick me contou sobre sua bebida ter sido alterada e sobre o que ele fez.

                                                 Demi On 

Demi  teve o desejo infantil de fechar os olhos, como se, de algum modo, tudo pudesse desaparecer magicamente.

Somente ouvi-lo dizer aquelas palavras era uma humilhação total e completa.

— Sei que você contatou Nick para lhe contar do nascimento do filho dele...

— Não — exclamou Demi , — eu não entrei em contato com ele. Jamais faria isso. Foi meu meio-irmão.

Eu não sabia de nada até que Liam me contou que Nick estava negando o ocorrido.

Joe franziu o cenho. Seria aquele o motivo da briga entre eles?

— Seu meio-irmão não mencionou nada sobre a recusa de Nick quando falei com ele. Estava mais preocupado com você e pediu-me para mantê-lo informado de qualquer progresso que eu tivesse na minha busca.

Demi  sentiu como se seu coração tivesse parado de bater. Voltou-se para ele, implorando-lhe:

— Você não disse a ele onde estou, disse?

Joe cerrou o cenho mais ainda.

— Ele falou que seu único desejo é ajudar e proteger você.

Ajudar e protegê-la, mas não a Daniel . Liam não queria nada com o bebê dela, e, se pudesse, Dan  seria tirado de sua vida para sempre.

Quanto tempo tinha antes que Liam a encontrasse e começasse sua guerra incansável para fazê-la entregar Dan para adoção novamente?

Todos sempre diziam como Demi  era sortuda em ter um meio-irmão tão devotado, mas não o conheciam..

— Ele não deve saber onde estamos?

No seu estado de pânico, revelara mais do que deveria, reconheceu Demi  enquanto via a maneira como Joe  a observava. Ele estava esperando que ela lhe desse uma razão lógica pela qual não queria que Liam os encontrasse.

— Liam acredita que seria melhor se Dan fosse adotado — ela declarou.

                                                                 Joe On 

Porque ele não havia sido capaz de fazer Nicholas pagar pelo que fez? Ou porque sentia que era a melhor opção para a criança?

Joe não precisava de muito tempo para considerar as duas opções. Liam lhe perguntara especificamente se Daniel receberia alguma herança de Nicholas ou de sua família.

— Mas você não concorda com ele? — perguntou Joe.

— Não. Eu jamais poderia desistir de Dan . Nada ou ninguém poderá me obrigar a fazer isso.

A paixão na expressão e na voz dela mudaram-na completamente, tornando-a, de repente, vivaz, revelando a verdadeira perfeição de sua delicada beleza.
Joe sentiu como se alguém houvesse golpeado seu peito, incapacitando-o de respirar devidamente.

— Concordo que uma criança tão pequena quanto Dan precise da mãe — disse ele, assim que recuperou o controle. — Contudo, seu filho é um Jonas ... e, como tal, é apropriado e certo que cresça entre seus familiares, seu próprio povo e no seu próprio país. É meu dever para com Daniel  e para com minha família assegurar que ele seja criado como um Jonas ... e que você, como mãe, seja tratada como a mãe de um Jonas deve ser tratada. Esta é a razão pela qual estou aqui. Para levar ambos para a Sicília, comigo.
Demi  o estudou. Aquela conversa de "dever" era um mundo à parte, que ela bem conhecia. Tal palavra pertencia a uma época feudal, entretanto. De algum modo, aquilo repercutia em seu interior.
                                                                 
                                                           Demi On 


— Você quer me levar e a Dan para a Sicília... para viver lá? — perguntou Demi , incrédula.

O "sim" dele foi sucinto, com uma leve inclinação da cabeça.

— Mas você não tem nenhuma prova de que Daniel é... - O olhar que ele lhe deu a fez calar-se.

— A evidência da ascendência da criança é bastante óbvia para nós dois — disse Joe. — Você viu isso por si mesma. — Ele pausou e olhou para o carrinho de bebê antes de voltar a encará-la. —A criança poderia ser minha. Tem as feições dos Jonas  muito claramente.

Dele! Por que aquela declaração atingiu o coração de Demi  tão completamente?

— Ele não se parece nada com Nicholas — foi tudo que ela conseguiu dizer.

— Não — Joe concordou. — Nicholas saiu à mãe, razão pela qual nosso pai o amava tanto. Ele era obcecado por ela, e essa obsessão matou nossa própria mãe e destruiu nossa infância, privando-nos do amor de nosso pai e da presença de nossa mãe. Isso não acontecerá com seu filho. Na Sicília, ele terá você, que é a mãe, o amor e a proteção dos tios, e a companhia do primos. Será um Jonas.
Ele fazia tudo aquilo parecer tão simples e tão... tão certo! Mas Demi  não sabia nada sobre Joe Jonas e sua família, exceto que eles queriam Daniel .

Como podia confiar nele... um estranho?

Como se Joe sentisse sua ansiedade, perguntou:

— Você ama seu filho, não ama?

— Claro que amo.

— Então, certamente vai querer o melhor para ele.

— Sim.

— Há de concordar, eu acho, que ele terá uma vida muito melhor crescendo na Sicília, como um Jonas , do que teria aqui?

— Com uma mãe que trabalha como faxineira, você quer dizer? —Demi  desafiou-o.

— Não sou eu quem faz as regras dos economistas, que dizem que uma criança financeiramente em
desvantagem sofrerá uma vida dura. Ademais, não é só uma questão de dinheiro... embora isso seja importante. Você está sozinha no mundo... não tem mais contato com seu meio-irmão, e é toda a família que Daniel  possui. Não é saudável para uma criança ter somente a mãe. Na Sicília, Dan  terá uma família inteira. Se você o ama tanto como diz, então deverá querer ir para a Sicília. O que, afinal de contas, a prende aqui?
Se a última pergunta tivesse sido brutal, era também verdadeira, Demi  admitiu. Não havia nada que a fizesse permanecer ali, exceto, é claro, não querer ir para um país estrangeiro com um homem que não conhecia. Ninguém faz isso quando tem um bebê amado de seis meses para proteger. Mas na Sicília não haveria Liam para temer. Nenhum medo de encontrar o meio-irmão debruçado sobre o berço de Daniel com aquele olhar fixo no rosto, como ela o vira em uma de suas visitas logo após o nascimento de Dan .

Alguma coisa, Demi  não sabia o que, exceto por instinto, dizia que nas mãos de Joseph Jonas  seu precioso filho estaria seguro, e que aquelas mãos o protegeriam contra qualquer perigo.

E quanto a ela? E quanto a indesejável reação perigosa que sentia por ele de mulher para homem? Demi  lutou contra o pânico. Era em Dan que tinha de pensar, não em si mesma. Nas necessidades de seu filho, não nas suas. Joe Jonas estava certo em dizer que Dan teria uma vida muito melhor na Sicília, como um Jonas , do que jamais poderia ter em Londres, sozinho com ela. Adicionando a ameaça em potencial de Liam a isso, havia somente uma decisão a tomar.

Demi  lembrou-se que, naquela mesma manhã, rira de si mesma por desejar o impossível... uma varinha mágica para transportá-la para algum lugar onde ela e Dan  poderiam estar salvos.

O impossível tinha agora acontecido e ela deveria aproveitar a oportunidade pelo bem do filho. Por Dan. Nada era mais importante para ela do que seu bebê.

Uma estranha tontura a deixou aérea, como se quase pudesse flutuar sobre a calçada. Levou alguns segundos para reconhecer que a sensação era de puro alívio.

As pessoas pensariam que estava louca, indo embora com um homem que não conhecia, confiando seu filho a ele. Se ela confidenciasse a Kate e Tom, que tinham sido tão bons, arranjando-lhe trabalho de pesquisa entre os amigos enquanto estava grávida, eles fariam perguntas e a alertariam para ter cuidado. Kate a faria recordar da oferta de Liam e a olharia com reprovação. Kate  nunca entendera por que ela não aceitara a oferta de Liam de um lar. E tinha concordado com ele sobre os benefícios de uma adoção para Daniel .

— O que acontece se eu recusar? — perguntou Demi .

Joe  estava esperando aquela pergunta.

— Se você recusar, então reivindicarei meus direitos como parente de sangue de Dan , através da justiça.

— Você está me pedindo para aceitar algo muito pouco confiável — declarou ela. — Não tenho razão para confiar na sua família, e todos os motivos para desconfiar.

— Nick  nunca foi um verdadeiro Jonas . Pelo seu comportamento, desonrou a si mesmo, nosso nome e você. É meu dever tentar consertar as coisas. Tem minha palavra que não sofrerá nenhum mal enquanto estiver sob minha guarda.

Ele estava oferecendo-lhe algo que Demi já sabia sobre respeito e segurança. Que opção tinha a não ser aceitá-las quando eram oferecidas?
Ela respirou fundo, então perguntou, tão calma quanto podia:

— Quando teríamos de partir?

Ela havia se rendido muito mais facilmente do que Joe esperava.

Qual era o motivo para que desconfiasse dela?


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Oi Flores do meu jardim , Tudo bem ???
Então , boas noticias ESTOU DE FÉRIAS , ou seja tenho algumas coisinhas pra adiantar aqui
Tenho mini fic pra postar e uma maratona de caps Hot dessa fic pra postar
Mais e ai me digam o que vocês estão achando fic ok ?
 5 Comentários para o próximo

RESPOSTA DOS COMENTÁRIOS


Cris Lovato  : Obrigado , Eu tbm tenho muita pena dela , mais isso vai passar 


Flávia  :  Oi minha rainha dos Hots , Obrigado *-* , ele tentou , mais sera que ela vai mesmo querer ? , Postado , Bjinhos 


Lala  : Bom mesmo dona Lais kkk , Brigadinho *-* , Já mandei , depois te mando outro cap 


iza :  Bem vinda o/ , Obrigado , espero mesmo que você esteja gostando , Todo mundo com dó da Demi , tadinha kkk , vamos ver né , Beijos *-* , Postado 


Mirela Barbie Bass : Obrigado , Beijo 


Sammy' : Oii , Postado , Normal , eu tbm terminei minhas provas essa semana e graças a deus estou de férias , Claro que sim , Beijo *-* , e posta logo a senhora tbm Dona Samara  kkk


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Divulgação : Shut Up And Love Me


20 de jun de 2012

Capítulo 2


                                                 



                                                        Demi On


O saguão do hotel cinco estrelas estava vazio de hóspedes quando Demi  abaixou-se para remover a goma de mascar do assoalho de mármore. A recepcionista, que parecia não ter gostado dela, sem motivo concreto, tinha lhe ordenado que pegasse o chiclete que caíra, e Demi  estava totalmente consciente da mulher que havia atravessado o saguão na sua direção alguns minutos antes. Seus sapatos de salto alto batiam no assoalho de mármore e o olhar de desdém por Demi  tinha sido muito evidente enquanto ela alisava a saia de seu traje indubitavelmente caro, e deixava o chiclete cair no chão.

O sol estava brilhando, seus raios batendo nos olhos de Demi  e deixando-a tonta. Ela piscou, levantando a cabeça numa tentativa de evitar a luz, ofuscante demais.

                                                      Autora On


Joseph  não estava de muito bom humor. Havia voado para Londres no início da semana e ido direto para a reunião com o diretor do que deveria ser a melhor agência do país na procura de pessoas. E, então, descobrira que, embora a agência inicialmente tivesse conseguido identificar Demetria Lovato  como a mãe do filho de Nick  , ela havia desaparecido cinco meses atrás, levando o bebê, e eles ainda não haviam conseguido encontrá-la.

Joe passara uma tarde infrutífera com o meio-irmão de Demi , por quem tivera uma rejeição imediata, e, agora, tinha recebido uma mensagem de seu irmão caçula, Zachary , dizendo-lhe que a saúde do pai deles havia sofrido repentina queda.

— Ele está estável agora e de volta ao castelo — Zac informara. — Mas o médico afirma que ele está muito fragilizado.

Ele precisava ir para a Sicília, Joe sabia, tinha um dever para com sua família de estar lá. Mas também tinha o dever para com aquela criança concebida tão violentamente pelo seu meio-irmão e rejeitada por ele como se não passasse de uma peça descartável.

Joe jamais gostara de Nicholas .

                                                            Joe On 


Quando entrou no saguão de seu hotel, seus olhos protegidos da claridade do sol por óculos escuros debruados de ouro da grife Cartier, a primeira coisa que viu foi uma empregada ajoelhada no chão ao lado de um balde com água suja. Ela usava um avental azul, os cabelos estavam presos atrás da cabeça e o rosto, sem maquiagem, mas quando ergueu o rosto, para evitar a luz do sol nos olhos, o coração de Joe girou dentro do peito e começou a disparar.

Era ela! Não havia engano. Afinal de contas, ele tinha acabado de deixar o escritório onde os fotógrafos agrupavam-se em fila à sua frente. Não era possível não reconhecer aqueles olhos de um tom de topazio intenso , nem o rosto, belamente delineado, com seu pequeno nariz reto e a boca suavemente carnuda... Mesmo que, agora, a pele da moça estivesse sem vida e seu rosto mostrasse linhas de exaustão.
A mão que ela estendeu para remover a goma de mascar do piso imaculado estava vermelha e inchada, o pulso parecia delgado e frágil. Mas era ela! Por algum milagre, era ela.


                                                       Demi On

A recepcionista continuava olhando-a furiosamente, fazendo Demi  sentir uma súbita onda de raiva. Ela havia trabalhado além das horas normais, e não receberia pagamento por isso, e retirar o chiclete do piso não era sua responsabilidade. Levantou-se de modo abrupto e, então, ofegou, devido a um esbarrão com alguém. Não apenas alguém, reconheceu, quando mãos másculas a agarraram, deslizando pela pele nua de seus braços. A intenção dele fora desviar-se, ela imaginou, para evitar que Demi  tropeçasse, uma vez que um homem daquele porte dificilmente se importaria com o que acontecesse com alguém como ela.
Ele vestia um terno caro e óculos de sol, e os cabelos eram escuros e a pele bronzeada.

E continuava segurando-a... provavelmente, esperando que ela se desculpasse por ousar respirar o mesmo ar que ele, pensou Demi  amargamente. Então, tentou desvencilhar-se, mas seu braço foi apertado ainda com mais firmeza. Ela o olhou. Um sentimento desconfortável estava tomando conta de seu corpo. Seu pulso começou a acelerar, e a respiração estava tão rápida quanto o ritmo do coração. Demi  sentiu-se tonta, seus pulmões, privados de oxigênio, como se tivesse se esquecido como era respirar, todavia, respirava, embora muito instavelmente.

Um estranho tremor apoderou-se de seu corpo. Queria inclinar-se para ele, queria aqueles braços fortes ao seu redor, de tal forma que fosse pressionada contra a masculinidade do homem. Percebendo que seu corpo tinha esquentado perigosamente, sentiu culpa e vergonha.
                                                           
                                                    Autora On


O mais extraordinário sentimento envolveu Joe  no instante em que a tocou.

Ele não sabia o que era, ou de onde tinha surgido. A única comparação que veio prontamente à sua cabeça era a lembrança de ser jovem e ficar em um dos mais perigosos penhascos da Sicília, no meio de uma violenta tempestade, sentindo o vento atingi-lo, sabendo que poderia abatê-lo e fazer o que quisesse com ele.

Quisera tanto lutar contra o poder dos elementos como render-se a eles.
O que sentira havia sido uma mistura de pavor e prazer, uma consciência de um poder imenso e um desejo de testar-se contra isso. Era uma sensação de estar vivo, de estar à beira de algo perigoso e excitante.
A recepcionista deixara o balcão e estava se aproximando. De algum modo, Demi  conseguiu livrar-se dele e pegar o balde, pretendendo se afastar rapidamente.
Podia ouvir a recepcionista desculpando-se, enquanto ela fugia.
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                                                       Demi On                                    
           
Despedida! Demi  tinha sido despedida porque um hóspede do hotel, que horror!, a tocara. A recepcionista, obviamente, relatara o incidente, e uma queixa havia sido feita à firma que a empregava. O gerente ficara esperando por ela, quando ela voltara com as outras empregadas para a agência, para dar-lhe a notícia. Agora, estava desempregada!

Apesar de ser verão, os brilhantes raios de sol da manhã tinham desaparecido, dando lugar a uma chuva.
Quando saiu para a rua, Demi  vestiu sua capa de chuva, uma capa de muito boa qualidade, sobra de sua vida anterior, uma vida antes da morte de sua mãe e do nascimento do filho.

Tinha 27 anos, lembrou-se.

Velha demais para chorar porque estava sozinha e vulnerável, e desesperadamente preocupada em como iria pagar todas as contas sem seu emprego de faxineira.
As ruas da cidade estavam superlotadas, e ela não queria se atrasar para pegar Dan na creche. Havia uma nota no quadro de avisos da creche procurando assistentes de professores para o ensino fundamental da escola.

Demi  adoraria candidatar-se, mas era muito perigoso. Eles a investigariam e descobririam que os respeitados advogados de Nick  tinham ameaçado processá-la por proclamar que ele a estuprara, dizendo que, na verdade, ela havia consentido em fazer sexo com ele.

Sua reputação seria arruinada. Demi  não podia provar que fora violentada. Seria sua palavra contra a deles, e ela não podia sequer lembrar-se do que acontecera. Sabia, sem sombra de dúvida, que não havia consentido.

Seu meio-irmão tinha ficado furioso ao receber aquela ligação telefônica dos advogados de Jonas . Demi  tremeu, mesmo não estando frio, e estampou um sorriso forçado no rosto quando subiu os poucos degraus de pedra que levavam à porta da creche.
As paredes, pintadas num brilhante amarelo, eram decoradas com ilustrações coloridas das crianças, e a sra. Adams , uma das mais velhas da equipe de funcionárias, cumprimentou-a com caloroso sorriso.

— Há um homem esperando para vê-la. A sra. Gonzalez não queria permitir que ele esperasse, disse-lhe que era contra o regulamento, mas, aparentemente, ele é o tipo de homem que não aceita as regras de ninguém senão as dele — acrescentou ela, conspiratoriamente.

Demi  sentiu um frio percorrer-lhe a espinha.

Liam  os encontrara!

Falando estritamente, a creche não deveria permitir qualquer pessoa não autorizada por um dos pais ter acesso a nenhuma das crianças, mas Demi  sabia o quanto Liam  podia ser persuasivo. Ela sentiu o estômago nauseado. Ele tentaria retomar sua vida novamente. Diria que era para seu bem. Com toda certeza, lembraria a Demi  que os pais haviam deixado o espólio para ele porque confiavam em Liam  para cuidar da irmã... mesmo que sua mãe lhe dissera que a casa seria sua um dia, porque pertencera a seu pai.
Precisava pensar nisso tudo agora, disse a si mesma.
Buscaria toda sua energia e força para sobreviver ao presente: não deveria desperdiçá-las no passado.

— Ele está na sala de espera — informou-lhe a sra. Adams.

Demi  assentiu, mas em vez de ir para a sala de espera foi para o lugar onde outras mães estavam ocupadas aparelhando seus filhos.

Dan Danestava sentado no chão, distraído com alguns brinquedos e, como sempre, ao vê-lo, o coração de Demi  inundou-se de amor. No minuto que ele a avistou, ergueu os braços para ser pego. Somente depois de aninhá-lo nos braços Demi  sentiu-se com coragem para olhar através da parede de vidro da sala de espera adiante.

Havia apenas uma pessoa lá. Estava de pé, de costas para o vidro, e não era Liam . Mas qualquer alívio que pudesse sentir foi obliterado pelo choque do reconhecimento que a dominou, causando-lhe exatamente a mesma sensação de formigamento em todo o seu corpo que a percorrera pela manhã no saguão do hotel, quando ele a segurara.
Uma lembrança muito antiga de si mesma como adolescente lhe veio à cabeça. Podia visualizar-se dando risadinhas com uma colega de escola por causa de um jovem bonito que era ídolo pop, por quem as duas sentiam atração. Sentira-se viva na ocasião... feliz e inquestionavelmente segura em sua nascente sexualidade.

Demi  pressionou Dan mais junto ao corpo no mesmo momento em que o homem do saguão do hotel virou-se.

Ele não estava usando os óculos escuros, e ela podia ver-lhe os olhos.

Sentiu uma falta de ar tão grande que lhe causou dor física. Soube quem ele era imediatamente. Como não poderia tê-lo reconhecido quando os olhos à sua frente eram idênticos aos olhos de seu filho? Que ele e Dan compartilhavam o mesmo sangue não havia dúvida... Todavia, ele não se parecia em nada com o pai de Dan, o homem que a violentara! Nicholas Jonas tinha um rosto carnudo e olhos castanhos frios, muito próximos um do outro. Aquele homem era alto, com ombros largos e o corpo, como ela já sabia, era rígido e musculoso.

Ele estava barbeado, os cabelos escuros bem penteados, enquanto Nicholas deixava a barba sem aparar e os cabelos eram emplastados de gel.

Tudo naquele homem dizia que possuía altos padrões para si mesmo, e ainda mais para os outros. A palavra dele, uma vez dada, seria para sempre.

Tudo em Nick  dizia que ele não era confiável, mas, a despeito das diferenças entre os dois, aquele homem só podia ser parente do homem que a estuprara.

Daniel era a prova disso. Demi  quis virar-se e fugir, o medo apossando-se de seu ser, enquanto sentia suas defesas enfraquecerem. Mas o medo que sentia não era por si mesma, teve tempo de reconhecer. Era um medo diferente, que parecia consumi-la. Instintivamente, sabia que aquele homem não era ameaça para ela.

O interesse dele não era nela. Era no seu filho... em Dan.

Sua boca ficou seca e seu coração batia descompassado, deixando-a sem forças. Não havia como fugir, ela sabia disso. Mesmo assim, tentou atrasar o inevitável, suas mãos tremendo quando afivelou Dan no carrinho de bebê, e, então, relutantemente, empurrou a porta.

Ele a estava esperando no corredor e ajudou-a com o carrinho, a mão forte e bronzeada perto da dela.

                                                        Autora On 


Joe franziu o cenho diante da reação dela. Aquele medo era parte do legado que Nick  lhe deixara? Ele fora atingido por vê-la vulnerável mais cedo, e por seu próprio desejo não natural de tranquilizá-la.

Agora, aquele sentimento tinha voltado.

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E Ai fofas , tudo bem , o que acharam , desculpa pela demora pra postar é que semana de prova é complicado , quase não to entrando no Twitter quanto mais aqui no Blog  (quem tiver twitter me segue lá @LoversJemi)

Vou começar a responder os comentários, e queria que vcs me falassem o que acham que vai acontecer , é já deu pra perceber que o Liam não é muito legal né , pois é ele ainda vai aprontar muito
Próximo Capitulo tem algo mais Jemi , digamos que eles vão se aproximar bastante kkk


RESPOSTA DOS COMENTÁRIOS  


Cris Lovato : É Infelizmente a Demi vai penar um pouco no começo , mais quem sabe um certo Jonas não ajuda ela a superar kkk , Obrigada *-* , espero mesmo que você goste

Lala  : Que bom , Já postei , e bem que senhorita podia pegar o exemplo e postar tbm né kkk

Biaa *-* : Que bom que você gostou , Já postei , eu tbm amei , créditos pra Flavinha que mandou super bem  , Bjinhos

Aloneh Sodré  : Bem vinda o/ , espero que goste do blog e da fic , sou meia doidinha mais com tempo você se acostuma , AMO a sua fic , e se você puder divulga o blog lá , Já postei , Kiss *-*

Susan  : Obrigada : ) Já postei , é esse o objetivo , se com o primeiro você já ficou curiosa imagina com esse  kkk

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Então mesmo esquema 5 coment , para o próximo capitulo ok
Bjinhos
Até mais




13 de jun de 2012

Capítulo 1





Para entender melhor o capitulo é necessário ler o Prólogo 


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Demi esfregou os olhos. Bem delineados e de um tom de topazio imperial, com cílios longos e espessos, eram olhos que qualquer mulher poderia orgulhar-se... se não estivessem tomados pelo cansaço e pela sensação de estarem cheios de areia.

Ela levantou a mão, seu pulso tão delgado, frágil, e afastou do rosto uma mecha de cabelos que cascateavam até os ombros. Normalmente, usava-os numa espécie de coque, mas Dan  os tinha puxado pouco tempo atrás quando ela lhe dera banho, e por isso Demi decidira deixá-los soltos.

Amava tanto seu bebê! Ele significava tudo para ela, e faria qualquer coisa para protegê-lo e mantê-lo seguro. Absolutamente qualquer coisa.

Ela lera a noite inteira. Trabalho de pesquisa de meio-expediente não pagava muito bem... Certamente, não tão bem quanto seu emprego anterior, onde trabalhara como pesquisadora para um romancista e roteirista. Tom  pagava um bom salário, e Demi se tornara amiga dele e da esposa.
O rosto de Demi anuviou-se. A iluminação no seu pequeno apartamento de um quarto não era adequada para seu trabalho.

Próximo ao seu trabalho, sobre o espaço exíguo da mesinha dobrável, havia uma carta de seu meio-irmão entre a correspondência enviada ao seu velho endereço. Ela tremeu e olhou por cima do ombro, quase como se temesse que o próprio Liam  pudesse de repente materializar-se.

Liam estava vivendo na casa que originalmente tinha pertencido ao pai dela, que deveria ter sido de Demi. 
Ele lhe roubara a casa... assim como lhe roubara... ela hesitou, não querendo pensar no seu meio-irmão.
Mas algumas vezes tinha de pensar, para segurança de Dan . Seu meio-irmão desaprovava o fato de Demi ter ficado com Daniel , em vez de colocá-lo para adoção. Mas nada poderia fazê-la querer separar-se do bebê... nem mesmo as tentativas de Liam  de criar-lhe um sentimento de culpa por conservá-lo. Ele havia insistido que outra pessoa, um casal, daria a ele uma vida melhor do que ela poderia oferecer como mãe solteira.

 Liam podia ser muito convincente e persuasivo, quando queria. Ela temera muito que ele pudesse receber o apoio de outras pessoas em defesa de sua causa.

Algumas vezes, Demi sentia que jamais seria capaz de parar de temer Liam e suas tentativas de separá-la de seu filho.

Ela jamais teria lhe contado sobre a gravidez, mas Kate , a esposa do autor para quem Demi trabalhara, tinha pensado que estava lhe fazendo um favor ao escrever a ele e contar-lhe o ocorrido. Kate ficara excitada quando Liam havia oferecido um lar a Demi depois que Dan nascesse, e todo apoio que ela precisava.

Todavia, Demi recusara a oferta. Conhecia o meio-irmão melhor do que Kate, afinal de contas. Em vez disso, tinha permanecido no seu pequeno apartamento, usando a desculpa que queria que Dan nascesse no hospital local por causa de sua excelente reputação.

Liam não gostara de ser descartado e havia insistido em continuar visitando Demi. Inicialmente, fingira concordar com sua decisão de manter o bebê, mas aquela atitude desaparecera assim que ele soubera que Nicholas Jonas não iria responder à exigência de Liam por apoio financeiro para o filho .
Não que Liam tivesse dito qualquer coisa sobre isso para Kate e Tom, que haviam sido tão bondosos com ela.
No final, Demi sentira-se tão desesperada e tão pressionada que, temendo que Liam encontrasse um meio de forçá-la a separar-se do bebê, algumas semanas depois do nascimento de Dan, enquanto Liam estava na Escócia, resolvendo os assuntos de um primo mais velho de seu pai que falecera recentemente, ela havia decidido não renovar o aluguel de seu apartamento e mudar-se para começar uma nova vida para ela e Dan.

Sem contar a ninguém o que estava fazendo, nem mesmo para Kate e Tom, que tinham sido convencidos por Liam, Demi encontrara um apartamento novo e um novo trabalho, então desaparecera, deixando instruções estritas que seu próximo endereço deveria permanecer confidencial.
Tinha sido fácil esconder-se numa cidade grande como Londres.

Aquilo fora há cinco meses, mas ela ainda não se sentia segura, nem um pouco.
Sentia-se culpada por não ter dito nada a Kate e Tom, mas não se sentia em condições de correr riscos. Eles não conheciam Liam, e não sabiam do que ele era capaz. Ela tremeu novamente, lembrando-se do quanto ficara infeliz logo que seus pais haviam se casado, e como tentara explicar à mãe o quanto Liam a fazia se sentir apreensiva, sempre observando tudo que ela fazia.
Ele estivera fora na ocasião, estudando em uma universidade, ele nos seus 19 anos e ela nos 12 mas depois que seus pais se casaram Liam decidira mudar o curso das coisas, morando na casa e viajando diariamente para sua nova universidade.

Liam não gostava da melhor amiga dela, Selena, e a mãe de Demi havia sugerido que seria melhor que Selena  não freqüentasse mais a casa deles, depois de um incidente durante o qual Liam quase tinha atropelado Selena  com o carro do pai, enquanto ela andava de bicicleta.
E agora Liam não gostava de Daniel . Demi tremeu novamente.


Ela nunca conhecera seu próprio pai. Um soldado, de uma longa linha de militares do Exército, ele havia morrido numa emboscada no exterior antes que Demi nascesse. Mas ela fora muito feliz com a mãe.
Seu pai os deixara em boa situação. Ele havia recebido uma herança da família, e a mãe de Demi sempre dizia que um dia seria de Demi. Mas agora era de Liam, porque a mãe deles morrera antes do segundo marido, significando que a casa tinha passado para as mãos dele e, depois, para as de Liam. A casa que deveria ser dela e de Dan lhes fora usurpada.

Ela olhou ansiosamente na direção do berço do filho. Dan estava adormecido. Incapaz de resistir à tentação, Demi levantou-se e ficou olhando para o bebê. Ele era tão bonito, tão perfeito que algumas vezes, só de olhá-lo, ela transbordava de tanto amor que sentia, como se o coração fosse arrebentar. Era um bebê calmo, saudável e feliz, e tão maravilhoso! Com seus cachos escuros, sedosos, e brilhantes olhos castanhos , com cílios negros espessos... que algumas pessoas paravam para admirá-lo. Era inteligente também, e curioso com o mundo à sua volta.

Eles o adoravam no berçário onde Demi tinha de levá-lo todos os dias da semana antes de ir para seu outro trabalho, de faxina... o único que conseguira sem que muitas perguntas fossem feitas. A maioria das outras na equipe na agência de limpadoras na qual trabalhava era estrangeira... trabalhando duro, mas relutante em conversar muito sobre si mesmas.

A atual vida de Demi era um mundo de distância do qual crescera e do futuro que esperava ter.
A infância de Dan, diferente da dela, não seria numa casa grande e confortável, com seus enormes jardins, na pitoresca cidade de Dorset. A área da cidade onde eles viviam era precária, com grandes quarteirões de apartamentos, que antes ela teria ficado horrorizada só de pensar em morar ali, mas agora agradecia ao anonimato proporcionado e aos seus habitantes, que não faziam pergunta alguma.
Dan abriu os olhos e a fitou, dando-lhe um sorriso radiante. Demi sentiu-se derreter. Ela o amava tanto! Que coisa extraordinária era o amor de mãe, capacitando-a a amar seu filho a despeito dos problemas de sua concepção.

Ela suspirou. Tentava não pensar sobre o que tinha acontecido em Cannes . Felizmente, não possuía lembrança da terrível experiência em si, graças à droga que havia sido despejada em sua bebida. Kate, que a encontrara no quarto, ainda drogada e tonta, na manhã seguinte, depois da noite em que fora violentada, queria que ela fosse à polícia, mas Demi se recusara... chocada e temerosa demais, achava que eles não iriam acreditar nela. Kate tinha sido maravilhosa! Demi sentia falta da bondade e da amizade dela.
Como Liam, Kate havia sentido que o estuprador deveria, pelo menos, ser forçado a dar apoio financeiro ao bebê, e fora Kate que revelara a Liam o nome de Nicholas ... algo que a própria Demi se recusara a fazer.

Demi não ficou surpresa quando Nicholas se negou a fazer qualquer coisa, e sentiu-se aliviada quando leu a respeito da morte dele nos jornais. Agora, nunca mais haveria necessidade de Dan saber sobre seu pai, ou como tinha sido concebido. A menos que Liam os descobrisse.

Ela se considerava um tipo de pessoa realista e lógica, consciente da dura realidade da vida, mas algumas vezes, como aquela, quando se sentia terrivelmente só, desejava que existissem coisas como fadas-madrinhas que, com um movimento de sua varinha mágica, pudessem transportar Dan e ela para um lugar onde estariam juntos e seguros, onde Liam simplesmente não pudesse alcançá-los.

Se acreditasse em fadas-madrinhas, anjos da guarda, então esse seria seu desejo... 

Mas é claro que não acreditava. E desejos não podiam se realizar somente porque alguém assim quer.


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Oi , espero que tenham gostado , e ai o que acharam da nova cara do blog , to In Love com o Banner que a Flavia fez pra mim , não é lindo ??
Então vou prevenir vocês de algumas coisinhas 
Joe não será um doce não ,ao contrario é um poço de ignorância quase o tempo todo ,  vai ter horas que vocês vão ter vontade de matar ele (vai por mim eu tenho) 
Liam e o Papa Jonas vão ser os vilões da historias , pois é , o Papa nem tanto mais o Liam sim demais .
Demi é ingênua demais nessa fic , porem faz de tudo 
pra proteger Daniel ou Dan, seu filho .
E um ultimo detalhe , pra quem não gosta , sinto muito , essa historia é muito voltada pra um tipico romance italiano cheio de intrigas e um tanto ardente 66' kkk
Mais acho que vocês vão gostar 
5 Comentários pro próximo capitulo ok 
Bjinhos 

11 de jun de 2012

Capitulo 18 - Pra sempre minha

Demi narrando 


Senti meus olhos ficarem marejados , olhei mais uma vez para o espelho e depois me virei pra Miley que também ameaçava chorar
- Pensei que esse dia nunca fosse chegar - minha voz saiu como um sussurro
- Claro que ia , todos temos o direto de sermos felizes e você com toda certeza merecia muito isso tudo


Miley me abraçou forte , eu realmente a amava muito e aquilo foi reconfortante 


- Ei Demi , se vocês não se apresarem o noivo vai pensar que você não quer mais se casar 


Eddie meu padrasto apareceu na porta segurando o meu 

Buquê


Segurei firme no braço dele e segui até a entrada do jardim 

A Marcha nupcial começou a tocar e logo pude ver todos se levantando e olhando pra mim ,  Miley e Selena estavam atras de mim ,Kevin pai do Joe , Minha mãe , Denise mãe do Joe , Justin , Nick , Kevin  , Dani ,Hannah e Mitchie  estavam mais a frente sentados na primeira fileira de cadeiras  que decoravam o jardim 


Decoração 


Miley e Selena 

Denise e Dianna 




Nick 



Papa Jonas 




Dani e Kevin 




Mitchie e Hannah 




Tudo estava como o planejado , Eddie me olhou como se perguntasse se podíamos seguir , movi a cabeça em resposta e pude sentir todos os olhares se dirigindo a mim , mais o meu só estava interessado em uma pessoa ,Ele estava ali parado com olhos marejados a minha espera , juro que se aquilo fosse um sonho nunca desejaria acordar




Joe *-*






A Cerimonia seguiu até a frase clássica 


- Você Joseph Adam Jonas aceita Demetria Devonne Lovato como sua esposa prometendo amá-la e respeitá-lo na alegria e na tristeza , na saúde e na doença , até que a morte os separe ?
-Aceito 




- E Você Demetria Devonne Lovato , aceita Joseph Adam Jonas com seu esposo prometendo amá-lo e respeitá-lo na alegria e na tristeza , na saúde e na doença , até que a morte os separe ?


- Aceito 


- Então pode beijar a noiva 




Joe se aproximou de mim e eu fechei os olhos a espera de seus lábios nos meus mais isso não aconteceu , Joe se curvou e beijou a minha barriga enquanto acariciava a mesma 


- Que essa criança e Mi sejam marcas eternas do quanto amo você e o quanto esse amor é correspondido 


Tinha me segurado para não chorar a nenhum momento durante a cerimonia , mais não consegui , apenas ouvir a voz dele me deixava desse jeito 


Ele voltou a posição original e me encarando nos olhos 




- Sei que nosso casamento é uma resposta clara pra  isso mais você promete ser Pra sempre minha ?


Juntei nossos lábios carinhosamente inisiando um beijo seguido de milhares de gritos vindos dos convidados 


Nós dois sabíamos que aquela pergunta não precisava de resposta 


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Pode até soar infantil pra algumas pessoas ou ate besteira pra outras , mais eu to chorando aqui 






Minha primeira fic com toda certeza será meu eterno xodó 
Tenho muito a agradecer a quem leu e me aquentou durante todo esse tempo , mais devo previnilos que não vai parar por ai não 


É pessoas vocês ainda vão ter que me aquentar pro muito tempo 


Sabem que agora me caiu a ficha que a fic deveria ser chamar Forever Mine , ia fazer mais sentido kkk mais cada louco com a sua loucura 
Ou no meu caso cada louca com a sua loucura 


Sei que pra quem tem blogs grandes e varios seguidores isso pode não significar nada , mais pra mim , são pequenas coisas que fazem meus dias mais felizes 


Entrar aqui e ver que o que vocês escrevem sempre faz com que um sorriso brote nos meus labios , ou até mesmo nada escrito mais apenas ver que 1 pessoa leu algo que eu postei é capaz de me deixar feliz é com muito carinho que agradeço por tudo isso 
















Como disse ali em cima , pode ser pouco pra alguma pessoas mais pra mim é algo muito maior do que apenas algumas pessoas que gostam (eu espero kkk ) do que eu  falo ou escrevo 


Bom sei que essa fic não foi muita coisa , mais na minha humilde opinião , devo dizer que me apaixonei pelas três fics que seguiram essa aqui no blog 


Como já disse anteriormente Atração Irresistível é a próxima e se tudo ocorrer como eu espero será iniciada amanhã 


A parte do Layout foi feita pela fofa da Flavia do The Story Of
Us e pelo que eu vi até agora ficou muito lindo
Bom acho que é isso , estou me despedindo com muito carinho dessa primeira fic e espero que venham muitas outras  


Bjinho da Aninha